quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O que é ser Psicólogo


Para você que lê meu blog essa resposta não é tão simples como parece.

Para uns, é cuidar de louco, ouvir os outros ou simplesmente ficar em silêncio com cara de paisagem na sua frente, esperando que fale sobre sua vida.

É um pouco mais complexo que tais afirmações.

Ser psicólogo é colocar-se no lugar do outro e escutá-lo, (diferente de ouvir) sem julgamento. É conseguir problematizar questões tidas como “normais”, tais como: o que é certo, errado, bom, mal.
Muitas vezes e quase a maioria das vezes, ir contra a correnteza de pensamentos sobre um tema, assunto, acontecimento.

É levar consigo um poder que não possui, mas que boa parte das pessoas acredita que possui, o de ler mentes ou possuir uma técnica que resolver os problemas com um toque. Muitas vezes confundido com louco, esquisito, doutor, surtado, salvador.

O mais certo é que para ser psicólogo não existe manual, guia, formula, mas sim, preparação. Por meio de muita leitura, conversas, questionamentos e acima de tudo observação.

Observar, escutar, analisar segredos, medos, alegrias, prazeres e inquietações. Ser psicólogo é possuir um instrumento capaz de construir ou destruir uma vida, abrir ou fechar portas para realização de muitos sonhos, que é a palavra.


Por fim, ser psicólogo é ter a capacidade de diminuir o sofrimento que você carrega da melhor maneira possível, é estar ao seu lado sem julgar as escolhas que fizeres é acolher o que traz medo (Desconhecido) para os outros.

domingo, 15 de fevereiro de 2015


Aos que seguem meu blog, compartilho um documentário raro que chama-se o Século do Eu.


The Century of the Self, 2002, 240 mins.

De: Adam Curtis, BBC

"Aclamada série de Adam Curtis que examina a ascensão do auto-consumo tendo como pano de fundo a dinastia Freud. Para muitos políticos e empresarios, o triunfo do EU é a expressão máxima da democracia, onde o poder finalmente se mudou para o povo. Certamente as pessoas podem sentir que estão no comando, mas estarão realmente? O século do EU conta a história não contada e às vezes controversa do crescimento da sociedade de consumo de massa na Grã-Bretanha e os Estados Unidos. Como foi o auto-consumo criado, por quem, e com que interesses? A dinastia Freud está no coração desta história social. Sigmund Freud, fundador da psicanálise, o seu sobrinho Edward Bernays, que inventou as relações públicas, Anna Freud, filha devotada de Sigmund e atual PR guru e o neto de Sigmund, Matthew Freud.
A Obra de Sigmund Freud sobre o tenebroso mundo do subconsciente mudou o mundo. Com a introdução de uma técnica para sondar a mente inconsciente, Freud forneceu ferramentas úteis para entender os desejos secretos das massas. Inconscientemente, a sua obra serviu como precursora para um mundo cheio de doutores políticos, magnatas, marketing e a crença da sociedade de que a busca de satisfação e felicidade é o objetivo último do homem."







4º oito pessoas bebendo vinho em Kettering

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dia de São Valentim

Amor Líquido

A misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos conflitantes (estimulados por tal sentimento) de apertar os laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos, é o que este livro busca esclarecer, registrar e apreender.

Os relacionamentos atuais cada vez demonstram um pequena lealdade, compromisso limitado, intenções que aparentam ser avarentas. Nesta data que se comemora o dia de São Valentim questiono, existe mais preocupação em demonstrar seu amor com dinheiro, quem gastou mais, e assim, demonstrou melhor seu amor, pobreza de relacionamentos ou modificação?

Para o sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman, um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade, Vive-se  uma modernidade líquida ou pós-moderna. Esse período se traduz num mundo cada vez mais fragmentado e de um sujeito cada vez mais confuso consigo mesmo, com o espaço que ocupa e com o tempo que o rodeia.

Essa crise desenvolvida pela modernidade líquida assola o indivíduo com o individualismo e o narcisismo exacerbado.  Hoje estamos em um mundo fragmentado, sem referências e à deriva. Essa nova realidade tem transformado diretamente o cotidiano das pessoas, trazendo interferências negativas e em especial nos relacionamentos.

Ao longo das suas páginas, Bauman faz uma escrita de  forma livre  como vê o amor no contexto da sociedade líquida. Apesar do problema do aquecimento global, o termo não se refere a um futuro apocalíptico dominado pela água, similar ao visto em Waterworld, mas sim a uma sociedade em constante mudança, sem formas definidas, contrária à solidez das instituições e relacionamentos de antigamente. O amor, pois, também sofre a interferência dessas mudanças do meio.

Bauman reflete sobre esse retrato do mundo contemporâneo e fala em “amor líquido”, tanto nos relacionamentos pessoais como no convívio social cotidiano, numa sociedade mediada por tecnologia e diz: (...) talvez seja por isso que, em vez de relatar suas experiências e expectativas utilizando termos como “relacionar-se” e “relacionamentos”, as pessoas falem cada vez mais (auxiliadas e conduzidas pelos doutos especialistas) em “conexões”, ou “conectar-se” e “ser conectado”. Em vez de parceiros, preferem falar em “redes”. (BAUMAN, 2005)

Desta forma, a internet assumiu a função de conectar pessoas, formar redes de relacionamentos, cada vez mais flexíveis e esta modernidade líquida criou uma nova era nos relacionamentos, que estão cada vez mais fragilizados e desumanizados.

Convido você a pensar se nessa era do “amor líquido” referente a algumas questões: É possível viver junto? De que modo conviver com o outro?  Amar é viável? Questões que se facilmente são ultrapassadas pelo amor, não devem ficar esquecidas para alcançar um relacionamento mais sólido e autentico dentro desta liquidez contemporânea.

Aos que se interessarem pelo tema do amor líquido, segue o link dois links abaixo

O Livro em PDF e o audio Book


 Dia de São Valentim!