sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dia de São Valentim

Amor Líquido

A misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos conflitantes (estimulados por tal sentimento) de apertar os laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos, é o que este livro busca esclarecer, registrar e apreender.

Os relacionamentos atuais cada vez demonstram um pequena lealdade, compromisso limitado, intenções que aparentam ser avarentas. Nesta data que se comemora o dia de São Valentim questiono, existe mais preocupação em demonstrar seu amor com dinheiro, quem gastou mais, e assim, demonstrou melhor seu amor, pobreza de relacionamentos ou modificação?

Para o sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman, um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade, Vive-se  uma modernidade líquida ou pós-moderna. Esse período se traduz num mundo cada vez mais fragmentado e de um sujeito cada vez mais confuso consigo mesmo, com o espaço que ocupa e com o tempo que o rodeia.

Essa crise desenvolvida pela modernidade líquida assola o indivíduo com o individualismo e o narcisismo exacerbado.  Hoje estamos em um mundo fragmentado, sem referências e à deriva. Essa nova realidade tem transformado diretamente o cotidiano das pessoas, trazendo interferências negativas e em especial nos relacionamentos.

Ao longo das suas páginas, Bauman faz uma escrita de  forma livre  como vê o amor no contexto da sociedade líquida. Apesar do problema do aquecimento global, o termo não se refere a um futuro apocalíptico dominado pela água, similar ao visto em Waterworld, mas sim a uma sociedade em constante mudança, sem formas definidas, contrária à solidez das instituições e relacionamentos de antigamente. O amor, pois, também sofre a interferência dessas mudanças do meio.

Bauman reflete sobre esse retrato do mundo contemporâneo e fala em “amor líquido”, tanto nos relacionamentos pessoais como no convívio social cotidiano, numa sociedade mediada por tecnologia e diz: (...) talvez seja por isso que, em vez de relatar suas experiências e expectativas utilizando termos como “relacionar-se” e “relacionamentos”, as pessoas falem cada vez mais (auxiliadas e conduzidas pelos doutos especialistas) em “conexões”, ou “conectar-se” e “ser conectado”. Em vez de parceiros, preferem falar em “redes”. (BAUMAN, 2005)

Desta forma, a internet assumiu a função de conectar pessoas, formar redes de relacionamentos, cada vez mais flexíveis e esta modernidade líquida criou uma nova era nos relacionamentos, que estão cada vez mais fragilizados e desumanizados.

Convido você a pensar se nessa era do “amor líquido” referente a algumas questões: É possível viver junto? De que modo conviver com o outro?  Amar é viável? Questões que se facilmente são ultrapassadas pelo amor, não devem ficar esquecidas para alcançar um relacionamento mais sólido e autentico dentro desta liquidez contemporânea.

Aos que se interessarem pelo tema do amor líquido, segue o link dois links abaixo

O Livro em PDF e o audio Book


 Dia de São Valentim!

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